Não existe macumbeiro de direita
Apoiar genocida é não é possivel.
No Brasil, política e religiões de matriz africana estão interligadas porque a própria existência histórica de cultos como a Quimbanda e outras práticas chamadas “macumba” é marcada por perseguição, violência e resistência coletiva.
Religião, aqui, é um aspecto cultural: cultuar Exu, Pombagira e nossos ancestrais não era só busca espiritual, mas um ato de preservação da própria existência negra e indigena ao direito ao território, ao corpo e à memória.
Os poderes conservadores e da direita, ao longo da história, criminalizaram terreiros, queimaram objetos sagrados e assassinaram praticantes, construindo a imagem do “macumbeiro” como inimigo do projeto de poder vigente.
Diante disso, a identidade das religiões afro-brasileiras é afirmada em resistência a toda forma de opressão, associando-se naturalmente a pautas de esquerda, direitos humanos e inclusão.
Defender ideias de quem já perseguiu, prendeu e assassinou nossos ancestrais é negar todo o passado de luta, dor e resiliência dos povos de terreiro. Assim, no imaginário histórico e social do Brasil, ser macumbeiro sempre foi sinônimo de ser alvo do genocida e ditadores religiosos — e jamais seu apoiador.




